
O santo das causas urgentes: quem foi, o que a Igreja ensina e como rezar com fé verdadeira.
Tantos brasileiros recorrem a Santo Expedito quando o tempo aperta e a causa não pode esperar. Carregam a sua estampa na carteira, acendem-lhe velas, repetem a sua oração nas horas de aflição. Poucos, porém, conhecem a história por trás da imagem do jovem soldado romano que pisa o corvo e ergue a cruz. Esta obra preenche essa lacuna com seriedade e reverência, e revela uma verdade que surpreende: a honestidade histórica não enfraquece a devoção, ela a purifica e a fortalece.
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Você reza a Santo Expedito nas horas urgentes. Mas sabe quem ele foi?
Pergunte-se a quem carrega a estampa quem foi Expedito, quando viveu, o que fez, e a resposta em geral se resume à fórmula aprendida: o santo das causas urgentes. O gesto é firme. O sentido por trás dele, quase sempre, ficou pelo caminho. Esta obra encurta essa distância, sem inventar lendas nem prometer milagres de encomenda. Em vez de repetir o folheto popular, que mistura história, tradição e folclore como se tudo fosse biografia, ela separa com cuidado as três camadas e mostra que reconhecer os limites do que se sabe é um ato de respeito tanto pela verdade quanto pela fé de quem reza.
Eis agora o tempo favorável, eis agora o dia da salvação.Segunda Carta aos Coríntios 6,2 · Bíblia de Jerusalém
O que distingue este livro é a recusa das duas saídas fáceis. Ele não repete o folheto que apresenta a lenda como biografia, nem se rende ao estudo árido que reduz Expedito a um equívoco de catálogo e ignora o que a sua devoção tem de verdadeiro. Diante de cada afirmação, o leitor sabe sempre com que peso a recebe.
Antes de comprar, leia a abertura do livro: o que se pode realmente saber sobre o homem por trás da estampa, e por que a escassez de dados, longe de ser um escândalo, é a sorte comum de quase todos os santos antigos.
A pergunta com que se encerrou o prólogo não é confortável, e talvez por isso seja tão raramente feita: o que se pode realmente saber sobre o homem por trás da estampa de Santo Expedito? Antes de tentar respondê-la, é preciso entender uma coisa que muda toda a expectativa, e é a seguinte: saber alguma coisa sobre um mártir dos primeiros séculos do cristianismo é, quase sempre, saber muito pouco, e esse pouco não é falha de pesquisa, é a condição normal do assunto.
O leitor de hoje está habituado a um tipo de conhecimento que a Antiguidade raramente oferece. Espera datas exatas, documentos de época, certidões, registros que se possam cruzar e conferir. Para a maioria esmagadora dos mártires dos três primeiros séculos, nada disso existe, e por uma razão simples: a Igreja perseguida não tinha cartórios, não escrevia biografias, e o que ela quis guardar não foi a vida desses homens e mulheres, mas a memória de que morreram fiéis. Dos mártires antigos, na imensa maioria dos casos, chegou-nos pouco mais que três informações: um nome, um lugar e um dia. Vista assim, a escassez de dados sobre Expedito deixa de ser um escândalo isolado e revela-se aquilo que de fato é: a sorte comum de quase todos os santos daquela era. O que torna o seu caso peculiar não é o silêncio das fontes, e sim o contraste entre esse silêncio e o tamanho colossal da devoção que cresceu sobre ele.
Antes de examinar o pouco que se sabe de Expedito, vale a pena reconstruir o cenário em que a tradição o situou, porque esse cenário, ao contrário do retrato individual, é sólido, documentado e impressionante. A tradição diz que Expedito morreu em 303, durante a perseguição de Diocleciano. Ora, essa perseguição não é lenda. É um dos episódios mais bem documentados da Antiguidade cristã, e conhecê-la ajuda a entender por que a história do santo, embora não comprovada, soa verossímil.
A perseguição começou em fevereiro de 303, com a destruição da igreja da própria capital imperial, Nicomédia, na atual Turquia. Seguiram-se quatro éditos, cada um mais duro que o anterior. O que os romanos exigiam, é bom notar, não era propriamente que se renegasse a Cristo, e sim que se prestasse o gesto público de culto aos deuses do Estado. Para o cristão, porém, esse gesto era apostasia, e foi nessa recusa, e não numa rebeldia política, que tantos encontraram o martírio. Muitos dos que então morreram eram, de fato, militares, pois o exército fora um dos primeiros alvos do expurgo. A existência de mártires soldados naquele tempo e naquela região oriental mostra que a figura de um oficial cristão executado por fidelidade à fé não tem nada de inverossímil.
Eis, portanto, o cenário: real, datado, sangrento, e perfeitamente compatível com a história que a tradição conta. Guarde-se essa palavra, compatível, porque ela é a chave de todo este capítulo. Uma coisa é a perseguição ter de fato existido. Outra, muito diferente, é provar que este homem, com este nome e esta patente, morreu nela do modo que se conta.
O capítulo continua, reconstruindo o registro mais antigo do nome nos martirológios e a arte da hagiografia crítica. A obra completa, com nove capítulos e seis apêndices, está na Amazon.
Continuar a leitura na AmazonUma Apresentação, uma Nota editorial e um Prólogo abrem o volume. Uma Conclusão e seis apêndices o encerram.
Seis apêndices completam a obra: as orações e a novena, um guia do devoto em perguntas e respostas, um glossário dos termos técnicos, o calendário da devoção, a bibliografia comentada e a relação de lugares de devoção no Brasil.
A pergunta é honesta e o livro a enfrenta sem rodeios. A tradição o situa como mártir do tempo da Grande Perseguição de Diocleciano, em torno de 303, mas a documentação histórica sobre a sua pessoa é escassa, e há muita lenda acumulada sobre a origem do nome. A obra aplica hagiografia crítica: separa o que se pode afirmar, o que é tradição e o que é lenda — e mostra que a devoção não depende de exagero para se sustentar.
Pela iconografia. Ele é representado pisando um corvo que grazna cras — “amanhã”, em latim — enquanto ergue uma cruz com a palavra hodie, “hoje”. A imagem traduz a recusa do adiamento na conversão, e ecoa São Paulo: “eis agora o tempo favorável” (2Cor 6,2). Daí veio o costume de invocá-lo no que não pode esperar.
Não, se for pedido de intercessão. A Igreja ensina que os santos intercedem por nós junto a Deus, e isso é doutrina. Torna-se superstição quando se atribui eficácia automática ao número de orações, à distribuição de santinhos ou ao cumprimento de uma promessa como se obrigasse Deus. O livro traça essa fronteira com cuidado, apoiado no Catecismo.
São nove dias de oração com uma intenção definida, e o livro traz as orações e a novena entre os apêndices. A orientação de fundo é a mesma em toda a obra: a novena é pedido confiante acompanhado de conversão e caridade, não uma fórmula cujo efeito dependa de repeti-la sem falhas.
É celebrado em 19 de abril, data em que igrejas e santuários dedicados a ele recebem grande afluência no Brasil, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. O livro dedica a parte final justamente à devoção viva hoje e traz um calendário entre os apêndices.
Está, e fora da assinatura custa R$ 19,90. É um título da Coleção Devocional, publicado em 19 de junho de 2026, com nove capítulos e seis apêndices, entre eles orações, glossário e lugares de devoção. Lê-se no aplicativo Kindle gratuito, sem precisar do aparelho.
A história, a devoção e a oração a Santo Expedito, expostas com fidelidade à verdade e à fé, livres da superstição e do comércio de promessas. Para quem carrega a medalha no bolso e deseja, enfim, rezar com fé verdadeira.
Comprar na AmazonUt In Omnibus Glorificetur Deus