Coleção Devocional Capa de Santa Rita de Cássia, a santa das causas impossíveis
Coleção Devocional · Livro 3

Santa Rita de Cássia

A santa das causas impossíveis.

★★★★★ 5,0 · 2 avaliações na Amazon · Publicado em 7 de maio de 2026

Santa Rita de Cássia não é apenas a santa das causas impossíveis. Ela é a mulher que aprendeu, pela fé, a atravessar o impossível: esposa, mãe, viúva, pacificadora e monja agostiniana, uma das santas mais amadas do povo católico.

R$ 19,90ou grátis no Kindle Unlimited
Disponível no Kindle Unlimited Comprar na Amazon Ler o primeiro capítulo

eBook Kindle · 172 páginas · Português · Publicado em 7 de maio de 2026

Por que este livro

Você reza a Santa Rita nas horas mais difíceis, pede o impossível e confia. Mas conhece a mulher real por trás da imagem: a jovem de Roccaporena, a esposa do homem assassinado, a mãe que perdeu os filhos, a viúva que entrou no mosteiro?

Este livro apresenta a vida de Santa Rita de Cássia com profundidade, reverência e clareza, indo além da imagem popular da santa que sofreu, recebeu um espinho na testa e intercede pelos casos desesperados. Aqui, o leitor encontra uma narrativa rica, humana e espiritualmente sólida sobre Margherita Lotti, a jovem de Roccaporena que se tornou esposa, mãe, viúva, pacificadora, monja agostiniana e uma das santas mais amadas do povo católico.

Para Deus, nada é impossível.Lucas 1, 37 · Bíblia de Jerusalém
O que você vai encontrar

A santa real, para além da imagem popular

Sinopse

Sobre o livro

Santa Rita de Cássia não é apenas a santa das causas impossíveis. Ela é a mulher que aprendeu, pela fé, a atravessar o impossível. Este livro apresenta a sua vida com profundidade, reverência e clareza, indo além da imagem popular da santa que sofreu, recebeu um espinho na testa e intercede pelos casos desesperados.

Aqui, o leitor encontra uma narrativa rica, humana e espiritualmente sólida sobre Margherita Lotti, a jovem de Roccaporena que se tornou esposa, mãe, viúva, pacificadora, monja agostiniana e uma das santas mais amadas do povo católico. Com linguagem acessível e ao mesmo tempo cuidadosa, a obra conduz o leitor pela Itália medieval, pela pequena cidade de Cássia, pelas dores familiares de Rita, por sua entrada no mosteiro, pelo mistério do espinho, pelas rosas colhidas no inverno e pelo crescimento de sua devoção até chegar ao Brasil.

Mais do que uma simples biografia devocional, este livro ajuda o leitor a compreender quem foi Santa Rita, por que sua intercessão se tornou tão forte na piedade popular e como sua vida continua falando aos cristãos de hoje.

Sumário comentado

O caminho do livro, capítulo a capítulo

Uma Nota editorial e um Prólogo abrem o volume e situam a santa para além da imagem popular, antes dos sete capítulos.

  1. Cássia, Úmbria, século XIVA comuna entre montanhas, a casa de Roccaporena, as abelhas brancas e a infância da menina.
  2. A esposa, a mãe, a viúvaO casamento, o assassinato do marido, a morte dos filhos e a pacificação das famílias.
  3. A monja de CássiaO mosteiro de Santa Maria Madalena, o noviciado, a obediência da videira e a vida cotidiana.
  4. O espinhoO ano de 1432, a oração diante do crucifixo, a teologia do estigma e a iconografia do espinho.
  5. As rosas, os figos, a morteOs últimos quatro anos, o pedido das rosas no inverno e o dia 22 de maio.
  6. Da beatificação à canonizaçãoO culto local, os séculos de espera, Leão XIII e a chegada da devoção ao Brasil.
  7. Rezar com Santa Rita hojeA oração das causas impossíveis, a novena, as quintas-feiras, a bênção das rosas e a medalha.

Fecha o volume a conclusão. Cinco apêndices completam a obra: orações e novena de Santa Rita, glossário, calendário litúrgico relevante, bibliografia comentada e lugares devocionais de Santa Rita no Brasil.

Leitura gratuita

Leia o primeiro capítulo na íntegra

Antes de comprar, leia o capítulo de abertura por inteiro e conheça o tom, o rigor e o cuidado desta biografia.

Capítulo I · Cássia, Úmbria, século XIV

Uma comuna entre montanhas

A Úmbria não é uma região italiana qualquer. Encrava-se no centro da península, sem mar, cercada de montes, cortada pelo vale do Tibre. Foi terra etrusca antes de ser romana. Foi terra de Bento de Núrsia no século VI, fundador do monaquismo ocidental, nascido a poucos quilômetros de onde Rita viveria oitocentos anos depois. Foi terra de Francisco e de Clara em Assis, no século XIII. É uma região que parece ter vocação para gerar santos, e que ofereceu ao catolicismo, ao longo dos séculos, alguns de seus filhos mais conhecidos.

Cássia fica na parte sudeste dessa região, encravada num vale entre montanhas, na margem do rio Corno. Não é uma cidade grande. Nunca foi. No tempo de Rita, contava poucos milhares de habitantes, distribuídos entre o núcleo urbano e as aldeias do território, das quais Roccaporena era uma. A comuna tinha estatutos próprios, autogoverno, autoridades eleitas, um sistema judicial elementar e um sentimento orgulhoso da própria autonomia. Estava nominalmente sob a jurisdição do Estado da Igreja, e Cássia pertencia administrativamente à diocese de Spoleto, mas na prática a vida cotidiana se governava por seus próprios costumes.

Esses costumes incluíam, ao lado da missa diária e das procissões dos santos, uma realidade que não cabe em nenhum cartão postal: a vendeta. Cássia era pequena, e nas cidades pequenas as ofensas têm endereço fixo. Quando uma família era ofendida por outra, fosse por questão de terra, de honra, de comércio ou de palavra, a resposta esperada era a vingança. A morte chamava morte. O sangue chamava sangue. Os estatutos da comuna previam penas capitais para certos crimes, mas previam também, com a mesma seriedade, a figura institucional dos pacificadores. Eram cidadãos honrados, escolhidos pela comuna, encarregados de mediar disputas e de obter, sob juramento, o compromisso de paz entre famílias inimigas. Sem essa figura, Cássia teria se devorado.

Antonio Lotti e Amata Ferri eram dois desses pacificadores. A informação aparece nos estudos históricos modernos a partir dos estatutos da comuna e da memória oral preservada pelos agostinianos. Eram um casal de boa reputação, gente de fé visível, que sabia conversar e que sabia negociar. A função era pesada. Não se tratava de fazer discursos bonitos. Tratava-se de sentar à mesa com homens armados, ouvir as duas partes, separar o que era crime do que era ferida velha, e impor uma trégua que pudesse durar. Toda vez que falhavam, alguém morria. É nessa atmosfera concreta, e não numa Idade Média de papel-cartão, que Margherita Lotti veio ao mundo. A casa onde nasceu e cresceu ainda existe em Roccaporena, foi conservada e é hoje parte do circuito de peregrinação. É pequena, simples, com paredes grossas de pedra. Não foi a casa de uma criança rica. Foi a casa de uma criança de classe média rural com pais de fé séria, em uma aldeia com poucas dezenas de famílias, num mundo que ainda media o tempo pelo som dos sinos das três igrejas mais próximas.

Antes de avançar, é necessário um esclarecimento que o devoto brasileiro raramente encontra nos folhetos. A tradição diz que Rita nasceu em 1381 e morreu em 1457. Esses são os números que aparecem em quase todos os santuários, nas lâminas das paróquias, nos sites de devoção. São, por assim dizer, os números canônicos da piedade popular. A pesquisa histórica moderna, no entanto, oferece duas datas mais antigas como possíveis ou prováveis: nascimento por volta de 1371 e morte por volta de 1447. A diferença é de exatos dez anos em cada extremo, e mantém igual a duração da vida, setenta e seis anos. A revisão se baseia, entre outras coisas, no fato de que algumas memórias monásticas mais antigas dão como certo que Rita já estava no mosteiro antes de 1407, o que é incompatível com um nascimento em 1381 se considerarmos que ela teria entrado depois dos quarenta anos.

Este livro não tem competência para arbitrar a disputa. Quem tiver interesse acadêmico encontrará, na bibliografia comentada ao fim, indicações de leitura. Para os fins da nossa narrativa, vamos usar as datas tradicionais, de 1381 a 1457, porque são as que estão em todos os calendários litúrgicos e em todas as paróquias do Brasil, mas o leitor deve saber que existe uma discussão honesta sobre o assunto e que talvez a santa que rezamos hoje em maio tenha vivido entre 1371 e 1447. A diferença de dez anos não muda em nada o que ela viveu.

Roccaporena é uma aldeia de montanha. O nome significa, em italiano antigo, algo como "rocha penhasco", e descreve com precisão a geografia. A aldeia é dominada por um penhasco vertical chamado, hoje, La Roccia, a Rocha, que se ergue ao lado das casas como uma muralha natural. No alto desse penhasco, ainda hoje, peregrinos sobem para rezar no lugar onde, segundo a tradição, Rita costumava se retirar para orar quando jovem. A aldeia, no século XIV, vivia de agricultura. Trigo, vinha, oliveira, alguns animais. Os pais de Rita não eram pobres a ponto de passar fome, mas também não eram ricos. Tinham uma terra, uma casa de pedra, instrumentos de trabalho, alguma reserva. A historiografia agostiniana descreve a situação econômica da família como digna e tranquila, suficiente para uma criança crescer sem sobressaltos materiais.

A casa de Antonio e Amata é descrita pelas fontes locais como o lugar onde, antes de Rita, durante muitos anos, não havia filhos. O casal já era de idade avançada quando ela nasceu. A tradição agostiniana fala de doze anos de espera e de orações antes que a gravidez chegasse. A mãe, Amata, teria recebido em sonho a indicação de que conceberia uma menina especial, e o nome Margherita, segundo a mesma tradição, lhe foi indicado nesse sonho. Aqui é o primeiro dos muitos pontos em que precisamos sinalizar a passagem do solo histórico para o terreno da tradição piedosa. Não há documentos do século XIV que registrem o sonho de Amata. O que há é uma tradição oral preservada pelos agostinianos de Cássia e fixada em escrito séculos depois, primeiro por Cavallucci em 1610 e por outros biógrafos posteriores. Isso não significa que a tradição seja falsa. Significa apenas que não temos como confirmá-la documentalmente.

A primeira cena famosa da vida de Santa Rita é a das abelhas. Existe em pelo menos duas versões, ambas antigas. Na primeira, a cena acontece poucos dias depois do batismo. Margherita, recém-nascida, está deitada em sua cesta de vime, no campo, enquanto os pais trabalham. Um enxame de abelhas brancas, e a brancura é importante, porque indica caráter milagroso, chega e pousa sobre o rosto da criança. Entram e saem da boca dela, depositam mel sobre os lábios, voam ao redor sem feri-la. A criança não chora. Na segunda versão, mais detalhada, a cena envolve um terceiro personagem. Um camponês das vizinhanças, em viagem para Cássia, atravessa o caminho da família. Ele havia ferido gravemente a mão no trabalho e ia em busca de socorro. Vê a cesta da criança cercada pelas abelhas e, temendo pelo bebê, corre para espantar os insetos com a mão ferida. No instante em que move o braço, a ferida se cicatriza por completo. Ele entende que está diante de algo que o ultrapassa. Vai embora curado e em silêncio.

A tradição cassiana acrescenta um detalhe que tem importância simbólica e que sobreviveu até hoje: as abelhas nunca deixaram Santa Rita. Acompanharam-na pela vida toda. Quando ela entrou no mosteiro de Santa Maria Madalena, décadas depois, abelhas brancas se instalaram em uma fenda da parede do mosteiro e lá permaneceram por séculos. Os agostinianos cassianos confirmam que ainda hoje, na época da festa de Santa Rita em maio, abelhas saem dessa fenda, vivem alguns dias e retornam para dentro da parede, onde permanecem dormentes pelo resto do ano. O fenômeno foi descrito ao longo dos séculos por viajantes, religiosos e mais recentemente por estudiosos da apicultura. Não há explicação biológica simples, mas tampouco há razão histórica para duvidar do fato em si: abelhas vivem ali, e seu comportamento é incomum. Quanto a tratar-se ou não da continuidade direta das abelhas que pousaram sobre a criança, é matéria de fé e de tradição.

Vale a pena perguntar por que esse episódio em particular ficou tão fortemente colado à memória de Santa Rita. A resposta está em uma camada simbólica antiga do cristianismo. As abelhas sempre foram, na tradição cristã, animais especiais. São limpas. Trabalham em comunidade. Produzem o mel que adoça e a cera que ilumina o altar. O Exsultet pascal, cantado na Vigília da Páscoa há mais de mil anos, faz um elogio explícito às abelhas pela cera que oferecem para o círio pascal. Santo Ambrósio comparava a Igreja a uma colmeia. Quando a tradição associa abelhas brancas ao berço de Margherita Lotti, está dizendo, sem palavras explícitas, que aquela criança vai produzir mel para a Igreja. Vai trabalhar, vai oferecer doçura, vai iluminar. O detalhe da cor branca acrescenta uma camada de pureza e de origem celeste. Não são abelhas comuns: são abelhas marcadas como sinal. O leitor moderno, acostumado a separar fato e símbolo, pode achar estranho que a Igreja preserve com tanto cuidado uma cena tão obviamente simbólica como prova da santidade de alguém. Mas a Igreja medieval não pensava assim. Para ela, o símbolo era uma forma de fato.

Os agostinianos não conservaram muitas cenas da infância de Margherita, e este é um sinal de honestidade. Quando uma tradição inventa uma vida, costuma encher as primeiras décadas de prodígios. No caso de Rita, a tradição é parcimoniosa. Há as abelhas. Há a notícia geral de que a menina foi educada em casa pelos pais, na fé católica, sem aprender a ler nem a escrever, o que era normal para uma menina de aldeia naquele tempo. Há a indicação de que, desde cedo, demonstrou inclinação para a oração, para o silêncio, para a contemplação. Há a tradição de que ela passava horas ao pé da rocha de Roccaporena, sozinha, rezando. Nada disso é espetacular. Talvez por isso seja crível. Os pais ensinaram a fé, ensinaram as orações, levaram a filha à missa nas igrejas de Cássia e contaram-lhe histórias dos santos, especialmente dos três que ela viria a tomar como padroeiros pessoais para a vida toda: Santo Agostinho, São João Batista e São Nicolau de Tolentino.

Em algum momento da adolescência, Margherita disse aos pais que queria ser religiosa. A tradição agostiniana é uniforme nesse ponto. A jovem, ainda na faixa dos doze ou treze anos, comunicou aos pais o desejo de entrar para o mosteiro. Queria a vida consagrada. Queria o silêncio, a Regra, as orações cantadas, a clausura. Não queria casar. Antonio e Amata responderam, segundo as fontes, com cautela mas com firmeza. Eram pais idosos. Tinham tido aquela única filha depois de muitos anos de espera. A vida que conheciam para uma jovem honesta no século XIV, em uma aldeia como Roccaporena, era o casamento, e o casamento, naquele tempo, era arranjado pelos pais. Eles disseram não. Não conhecemos o conteúdo exato dessa conversa. Sabemos que Margherita obedeceu. E sabemos, porque a história que vem em seguida é a do casamento, que os pais escolheram para ela um marido, registrado nas fontes mais antigas como Paolo, com o sobrenome aparecendo de duas formas, Mancini, segundo a maioria dos estudos modernos, ou Ferdinandi, em algumas versões mais antigas e populares.

Margherita Lotti casou-se aos doze ou treze anos, ou possivelmente um pouco mais velha, com Paolo Mancini. Saiu da casa dos pais, em Roccaporena, e foi morar com o marido, em uma propriedade da família dele, no mesmo vale ou nas vizinhanças. Não sabemos quase nada sobre o cotidiano desse início de vida conjugal. As fontes silenciam até quase os últimos anos do casamento, quando a tragédia se torna inevitável. Sabemos, porque a tradição é unânime, que o casamento durou aproximadamente dezoito anos, que dele nasceram dois filhos, ambos meninos, e que terminou pela violência. Quando terminou, Margherita estava com cerca de trinta anos, era viúva, e logo em seguida ficaria sozinha no mundo.

Os dezoito anos do casamento são o assunto do próximo capítulo. Antes de adentrar neles, deixemos esta primeira fotografia. Margherita Lotti, jovem mulher de Roccaporena, casada contra sua vontade primeira, vive na propriedade do marido nos arredores de Cássia. Tem dois filhos pequenos. Vai à missa. Reza no silêncio que consegue arrancar do dia. Sabe que escolheu obedecer aos pais, e ouve, dentro de si, uma vocação que adormeceu mas não morreu. Tem o vento da Úmbria no rosto. Tem as abelhas na lembrança da própria infância. E tem, ainda à frente, todos os anos da sua vida real.

✦ ✦ ✦

O Capítulo I termina aqui. Os outros seis capítulos, a conclusão e os cinco apêndices, com a novena e as orações de Santa Rita, estão na edição completa.

Continuar a leitura na Amazon · R$ 19,90
Por que confiar nesta edição

Método e fontes

O que dizem os leitores

Avaliações

5,0
★★★★★
2 avaliações na Amazon

Os primeiros leitores deram a esta edição a nota máxima na Amazon. Se você já leu, sua avaliação ajuda outros devotos de Santa Rita a encontrar a obra.

Ver avaliações na Amazon

Detalhes

Ficha do livro

Coleção
Devocional · Livro 3
Formato
eBook Kindle
Kindle Unlimited
Sim, leitura incluída na assinatura
Avaliação
5,0 de 5 (2 avaliações)
Páginas
172
Idioma
Português
Publicação
7 de maio de 2026
Editora
Editora Homilias
ASIN
B0GZSBG2M7
Leitura recomendada

Quem leu este, também buscou

Coleção Devocional · Livro 3

A mulher que atravessou o impossível

De Roccaporena ao mosteiro, do espinho às rosas, a vida real de Santa Rita de Cássia lida com rigor histórico e profundidade devota, para quem reza a ela nas horas mais difíceis.

Comprar na Amazon · R$ 19,90

Ut In Omnibus Glorificetur Deus