
A arte cristã de confiar quando a vida escapa das nossas mãos.
Há momentos em que a vida parece escapar das nossas mãos: um plano se desfaz, uma enfermidade chega sem aviso, uma oração parece não encontrar resposta. Entre o desespero de quem vê apenas acaso e o fatalismo de quem chama tudo de destino, existe um terceiro caminho, o da confiança cristã. Esta obra expõe, com fidelidade ao Magistério e respeito por quem sofre, o que a Igreja entende por Divina Providência, e ensina a viver diante de Deus sem ingenuidade e sem medo.
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Quando um plano se desfaz, uma perda muda toda a paisagem da alma e a oração parece sem resposta, uma pergunta nasce do coração ferido: Deus está vendo isto?
Falar da Divina Providência é entrar nesse território delicado, onde a doutrina precisa caminhar de mãos dadas com a misericórdia. A fé católica afirma que Deus governa a história e conduz todas as coisas ao seu fim último, mas não autoriza simplificações que ferem quem sofre. A Providência não transforma o mal em bem, não nega a liberdade humana, não dispensa a prudência, a ação e a busca de ajuda. Ao mesmo tempo, ela impede que o cristão acredite que o mal tem a última palavra. Esta obra percorre esse caminho estreito com cuidado, da doutrina ao consolo, sem ceder nem ao acaso nem ao fatalismo.
Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.Primeira carta de Pedro 5, 7 · Bíblia de Jerusalém
Boa parte do sofrimento religioso nasce de confundir a Providência com aquilo que ela não é. Antes de ensinar a confiar, a obra desfaz, com clareza, os quatro equívocos que mais ferem a alma e distorcem o rosto do Pai.
Antes de comprar, leia a abertura do livro: o território delicado entre a doutrina e a misericórdia, e o caminho que estas páginas propõem.
Há momentos em que a vida parece escapar das nossas mãos. Um plano cuidadosamente construído se desfaz, uma enfermidade chega sem aviso, uma relação se rompe, uma injustiça permanece sem reparação, uma oração parece não encontrar resposta, uma perda muda a paisagem inteira da alma. Nesses momentos, a pergunta que emerge não nasce apenas da inteligência, mas do coração ferido: Deus está vendo isto?
Falar da Divina Providência é entrar nesse território delicado, onde a doutrina precisa caminhar de mãos dadas com a misericórdia. A fé católica afirma que Deus governa a história e conduz todas as coisas ao seu fim último, mas não autoriza simplificações que ferem quem sofre. Dizer, sem cuidado, que tudo foi vontade de Deus pode obscurecer o rosto do Pai, sobretudo quando aquilo que se viveu foi pecado, violência, abandono, mentira ou injustiça. A Providência não transforma o mal em bem, não nega a liberdade humana, não apaga a responsabilidade moral, não dispensa a prudência, a ação, a busca de ajuda, a reparação e a conversão. Ao mesmo tempo, ela impede que o cristão acredite que o mal tem a última palavra.
Entre o desespero de quem vê apenas acaso e o fatalismo de quem chama tudo de destino, existe um terceiro caminho, que é o da confiança cristã. A vida não é uma sequência de acidentes sem sentido, mas também não é um roteiro rígido escrito por uma força impessoal. A criação não foi abandonada depois de chamada à existência. Deus não observa a história como espectador indiferente. Ele sustenta, acompanha, corrige, chama, consola, permite, julga, perdoa e conduz. A sua ação pode ser visível ou escondida, ordinária ou extraordinária, direta ou mediada por pessoas, circunstâncias, sacramentos, deveres e acontecimentos simples.
Por isso, confiar na Providência não significa desistir de viver. Significa viver diante de Deus. O abandono cristão não é passividade, mas fidelidade. Quem crê na Providência aprende, pouco a pouco, a agir como se tudo dependesse da sua fidelidade e a confiar como quem sabe que tudo está nas mãos de Deus. Essa tensão luminosa acompanha todo este livro, e nela não há contradição, mas maturidade.
Nas páginas seguintes, veremos o que a Igreja entende por Divina Providência e por que ela não se confunde com destino, acaso ou superstição. Veremos como ela se harmoniza com a liberdade humana, de que modo ilumina o mistério do mal e do sofrimento, e como a Sagrada Escritura a revela não em ideias abstratas, mas em histórias concretas. Aprenderemos o que é o abandono filial, como discernir as decisões da vida, como santificar o momento presente e como confiar até o fim. Não encontraremos explicações para tudo, e este livro não promete resolver magicamente as dores de ninguém. Mas seremos convidados, página após página, a uma única coisa, simples e imensa: a permanecer debaixo do olhar de Deus.
A obra prossegue por nove capítulos, do cuidado que sustenta o mundo ao confiar até o fim. A leitura completa estará na Amazon.
Continuar a leitura na AmazonUma Nota editorial e uma Introdução abrem o volume. Uma Conclusão e três apêndices o encerram.
Três apêndices completam a obra: os textos-fonte (magistério, Escritura, Padres e Doutores, mestres da vida espiritual), um glossário de termos e uma Novena à Divina Providência, com uma bibliografia comentada ao final.
A doutrina da Divina Providência exposta com fidelidade ao Magistério e respeito por quem sofre, do cuidado que sustenta o mundo ao abandono filial nas mãos do Pai. Para o católico adulto que quer viver diante de Deus, sem ingenuidade e sem medo.
Comprar na AmazonUt In Omnibus Glorificetur Deus